em branco

ah, o amor!


O amor e o desamor por 4 Poetas do Tietê:
Preconceito
Marcelo Tadeu

Para quem não gosta de escrever sobre amor
Eu vos digo
Não tem como fugir
Ele se veste de várias formas
Se apresenta com várias máscaras
E no seu texto
Ele pode estar lá
Como outra palavra


Meu nome é bonde, perdi o bonde
Paulo D’Auria

passou o bonde
o trem
bala
passou o a
mór
por que não escrevo mais os velhos poemas de amor ou por outra
por que não me apaixono mais
perdia a capa-cidade de amar?
qual o sentido de se doar
em um mundo em que tudo se latro-sina?

e pra não dizer que não falei das flores
do bouquet de 1.000 rosas roubadas
poderia relembrar a primeira namorada mas
perdi o bonde
o trem
bala
perdido (n)a estação
qual poeta de folhetim

e assim sem nem começar
o poema de amor chega
ao fim

O amor
André Dia(s/z)?

O horror
de me prender
nessa cruz,
O amor.
Não! Não mais!
Tirem os pregos
dessas chagas!
Não mais sangue!
Não mais pus!
Não mais lágrimas!
Só o esperma,
o gozo da masturbação!
Santa Punheta
Do Amor-Próprio!

Não era amor, era...
Caranguejunior

Pensei que era
Meu amô
Senti que era
Seu amô

Quando me tocava
E me olhava
Em minha barriga acontecia
Uma revoada de borboletas

Pensei que era amô
Senti que já era!
Quando o médico diagnosticou:
Não era amô querida
Era lombriga...

O amor é foda
Caranguejunior

O amor sou eu
O amor é você
E eu
O amor somos nós
O amor é você perto
Eu longe
E nós juntos na cama
O amor é definitivamente foda
É foda!

Um comentário:

Caranguejúnior disse...

Esse poetas são muito românticos...