em branco

a história das flores

para um poeta do tietê

Sim, eu vou à zona de fraque
levo flores à puta
e isso é da minha conta

Sim, eu vou à Roma de boca
roubo frutas no parque
e engulo a vida a goles de vinho

Sim, eu caio de boca na vida
apalpo frutas na feira
e, estando em Roma,
quero que o Papa se dane,
eu vou à zona

Sim, sim, sim
devoro a puta a talagadas soltas
e me embriago nos domingos no parque
apalpo a polpa da freira
e aplaudo o apupo,
eu roubo a vida no tapa
se for preciso

Mas viver não é preciso
é falta
de juízo
e fim.

3 comentários:

André Dia(s,z)? disse...

Legal, Paulo! Valeu!

Abraço!

C.Antonholi disse...

AMEI ISSO!!!

Sigam-me os bons (e os maus):

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saudações literárias,

Carlos Antonholi
quiça futuro Poeta do Tietê...rs

paranax disse...

um brinde de poesia transbordante!