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Poesia é Freud!

Os Poetas do Tietê se encontraram para tentar explicar em versos o que Freud já tentou explicar:



"Vimos que uma metade da atividade mental humana dedica-se ao domínio do mundo exterior real. A isso acrescenta a psicanálise que outra parte, singularmente estimada, da criação psíquica se consagra ao cumprimento de desejos, à satisfação substitutiva daqueles desejos reprimidos que desde a idade infantil vivem insatisfeitos na alma de cada um. A essas criações, cuja conexão com um inconsciente inapreensível foi sempre suspeitada, pertencem os mitos, a poesia e a arte, e o trabalho dos psicanalistas lançou realmente viva luz sobre os domínios da mitologia, da literatura e da psicologia do artista. Foi demonstrado que os mitos e as fábulas são, como os sonhos, suscetíveis de interpretação, foram seguidos os intricados caminhos que conduzem do impulso do desejo inconsciente até a realização na obra de arte, aprendeu-se a compreender a ação afetiva da obra de arte sobre o indivíduo receptivo, explicou-se afinidade interior do artista com o neurótico, e suas diferenças, e mostrou-se a relação entre sua disposição, suas vivências casuais e sua obra. A avaliação das qualidades artísticas são problemas estranhos à psicanálise. Parece, contudo, que a psicanálise está em situação de dizer a palavra decisiva em todos os problemas relativos à vida imaginativa do homem."  Sigmund Freud


A Mente do Artista
Marcelo Tadeu

Não tente acompanhar
Não tente segui-los
Meus pensamentos viajam por planetas
Passam pelas estrelas
até voltarem
e escreverem
todos os poemas



A Cabeça do Poeta
André Dia(s,z)?

Na cabeça do poeta
existem várias ruas
por onde circulam
sonhos, medos e fantasias
na cabeça do poeta
nada é impossível,
milagres surgem dependurados
da grande àrvore-alma
como tangerinas cheias de suco,
Ás vezes, doce quando é alegria,
Às vezes, azedo quando é decepção,
Mas sempre um fruto nobre,
Desses que se reparte,
Fruto jamais perecível,
E o seu nome é arte.

2 comentários:

Paulo D'Auria disse...

de louco
todo poeta tem um muito
vàrios muitos
mùltiplos avariados
igualzinhos a você
naquele cantinho
que näo queres ver
mas reconhece sem perceber
naquele poema espelho de desejos
soterrarados às aparências
às ciências às reticências
naquele poema joelho
no saco
aquele poema que devia doer
roer
mas arde
arde
ar-te

Caranguejúnior disse...

Tietê botando pra Freudê!